O que levo na mochila?

Fazer uma mochila para 10 dias ou para várias semanas é igual.

Até agora nunca precisei de lavar roupa nas minhas viagens, porque no máximo foram 3 semanas. Costumo levar tudo contado para não sobrar nem faltar nada. Mas desta vez será diferente.
A minha viagem pela Indochina tem uma duração de quase 6 semanas, por isso, ao longo do percurso vou ter de ir lavando roupa. Pelo que me disseram é bastante fácil encontrar lavandarias, mas como as temperaturas são altas estou a pensar lavar na casa de banho dos locais onde irei dormir e deixar secar durante a noite. Levo, para isso, um sabonete pequeno numa caixinha e 4 molas.
Provavelmente seria suficiente roupa para uma semana , mas decidi levar para 10 dias, just in case…

Para mim a roupa numa viagem tem de ser prática, simples e versátil. Umas calças de trekking que se transformam em calções, umas calças justas que servem para dormir ou podem ser utilizadas noutras alturas, uma saia que afinal são calções, um lenço que pode ser usado como cachecol, tapa ombros para poder entrar nos templos ou protege a cabeça do sol. Levo algumas blusas de desporto por serem finas, leves e secarem rápido.

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Roupa para a viagem

Levo apenas 1 biquíni, roupa interior para 10 dias, dividida em duas bolsas para facilitar a arrumação na mochila.

Tenho uma toalha média e uma pequena de microfibra, as melhores para este tipo de viagem por serem compactas, leves e secarem rápido.

Como a minha mochila é das antigas, não abre ao meio. Então tenho de intercalar a roupa de forma a não ter de tirar tudo da mochila para encontrar o que quero. Costumo colocar em cima aquela roupa que sei que vou precisar primeiro. Por exemplo, quando chegar a Bangkok vou ao Palácio Real  e visitar outros locais onde devo ter de usar calças e manga comprida, então deixo logo em cima umas calças finas + blusa + casaco fininho para tapar os braços, não é que faça frio. No 3º e 4º dias vou fazer uma caminhada então de seguida estão as calças de trekking e as blusas de desporto e assim sucessivamente até que no fim tenho aquela roupa que só irei vestir na segunda semana.

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Roupa ordenada por camadas para colocar na mochila

Escolho peças que possam ser usadas com diferentes combinações e faço logo os conjuntos para facilitar o trabalho de retirar da mochila.

Fazer uma mochila para temperaturas quentes até dá gosto, porque pode-se pôr sempre mais uma blusinha ou um vestido que nunca ocupa muito espaço.

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Roupa para a viagem

 A roupa para usar na viagem  de avião é pensada ao pormenor. A viagem começa de autocarro de noite e só acaba +32h depois. Com escala de 8h em Amesterdão.

Quando em Agosto comprei os voos, escolhi propositadamente esta longa escala porque pensei: “já que tenho de fazer escala, faço uma que me permita usufruir um pouco da cidade”. Mas esqueci-me do pormenor que no final do mês de Novembro as temperaturas em Amesterdão são inferiores a 10º. Por isso, tenho de levar roupa quentinha, mas que ocupe o menor espaço possível, e que seja leve, porque durante quase 6 semanas vou ter de andar com ela às costas para a viagem de regresso.

Quando viajo para países frios adoto sempre a técnica da cebola, isto é vestir por camadas. E à medida que vou tendo calor dispo a camada mais quente e volumosa, depois a outra e se houver ainda a outro mais fina , se tiver frio acontece o inverso. Esta técnica é valida tanto para a parte superior do corpo, como para a parte de inferior, com leggings, calças e meias fortes.

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Produtos de higiene e muda de roupa para 2 dias

 Já há muitos anos que tenho o hábito de levar na mochila pequena que vai comigo no avião, tudo o que é importante: máquina fotográfica, documentos, dinheiro, telemóvel, carregadores, produtos de higiene e muda de roupa para 2 dias. Porque não é nada agradável quando as malas se perdem. E como diz o ditado: “mais vale prevenir do que remediar”.

Os produtos de higiene são as quantidade mínimas e muitos já estão a meio, quando acabarem logo compro outros. Aqui a versatilidade também é importante, se levo um after sun já não levo um hidratante para o corpo, o shampoo deve ser com condicionador.

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Produtos de higiene

Esta vai ser a viagem onde levo a mais cara e mais volumosa farmácia atrás, ocupa quase tanto como o volume da roupa. E espero trazer tudo de volta ou deixar lá para alguém que precise, com a exceção da profilaxia da malária que tenho de tomar um comprimido todos os dias e do complexo vitamina B que decidi fazer para aumentar as defesas do sistema imunitário.

Aqui estão os medicamentos receitados pelo médico na consulta do viajante e pela médica de família acabadinhos de vir da farmácia onde gastei quase 10% do orçamento previsto para a viagem.

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Medicamento vindos da farmácia

 E aqui está o meu kit de primeiros socorros/ medicamentos de viagem com todos eles numa versão mais compacta. Decidi manter algumas caixas, só para numa hora de aflição, à procura do comprimido adequado, não os confundir uns com os outros e tomar o errado.

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Kit de primeiros socorros/ medicamentos de viagem

 Depois tenho as outras coisas que dão sempre jeito, como o saco cama, lanterna, canivete (colocar sempre na bagagem de porão), chapéu, cadeado, toalhitas, lenços, impermeável, bolsa interior, caneca, rede mosquiteira, bolsa impermeável para a máquina fotográfica e outras coisas importantes e comida. Sim porque eu sou magra, mas tenho de ter sempre comida comigo, por isso, levo sempre umas barritas para as caminhadas e para comer a meio da manhã ou da tarde.

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Outras coisas importantes

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A uma semana da grande viagem

A uma semana da partida, para aquela que será a grande viagem da minha vida, faço um ponto de situação ao que tenho sentido. Penso no que já está planeado e no que ainda falta fazer.

Durante as últimas semanas tive vários sentimentos contraditórios: felicidade misturada com algum receio, coragem com uma constante insegurança, mas a confiança que tudo vai correr bem é dominante. Tem de ser. Porque na viagem, tal como na vida, é uma questão de atitude.

A contagem oficial para a partida aconteceu no final de agosto com a compra dos bilhetes. Como ainda faltavam 3 meses, comecei descontraidamente os preparativos à mesa do café com amigos, com experiências a solo ou não, vários meses de viagem ou apenas algumas semanas, mas todos com muitas aventuras e boas recordações do sudeste asiático.

O tempo foi passando, e a 3 semanas da partida comecei a ficar stressada por não conseguir organizar as coisas como gostaria. Até me questionei sobre a viagem: “Mas que raio de ideia esta de passar o Natal fora?? Logo eu, que gosto tanto desta época festiva pela partilha e maior disponibilidade para estarmos com a família e amigos”.  O facto de mais de 90% das pessoas, a quem digo que vou viajar sozinha, terem como primeira reação: “és maluca!”, também não ajuda muito.  Segue-se a pergunta: “mas vais mesmo sozinha?” e depois vem logo o: “E não tens medo?”. Claro que tenho medo, tenho receio que aconteça alguma coisa e estar completamente sozinha no outro lado do mundo. Mas tenho muito mais coragem por ter-me permitido fazer isto e sair completamente da minha zona de conforto.

Esta viagem servirá para pôr-me à prova, conhecer os meus limites, conhecer-me melhor, reconhecer o que sou capaz, definir objetivos e traçar novos caminhos. E não esqueço as reações motivadoras, entusiastas e cheias de força dos restantes 10% das pessoas com quem partilho os meus planos, dizem que esta vai ser a viagem da minha vida, que vai ser “espetaaaccculllaaarrr” (com pronuncia de Braga), que vou adorar as pessoas, as paisagens, as comidas. São estas as palavras que irão entoar na minha cabeça nas próximas semanas.

A reação da minha família também tem um papel muito importante. A minha irmã estará comigo nas duas primeiras semanas. O meu pai ficou entusiasmado com a ideia de encontrar-me no outro lado do mundo, mas desistiu assim que percebeu o número de horas que teria de ficar dentro de um avião para lá chegar. A minha mãe teve uma reação idêntica à maioria das pessoas: “mas vais mesmo sozinha?” e depois não disse mais nada, mas já tem o skype testado para falarmos enquanto eu estiver em viagem.

A uma semana da partida ainda muita coisa falta fazer, começando pela mochila, passando por pesquisar mais sobre os locais onde pretendo ir, as culturas que vou conhecer, tenho de procurar sítios onde ficar, tratar dos vistos para o Vietname e Laos, tenho de imprimir os bilhetes e reservas.

Mas muita coisa também já foi feita, e uma grande parte do orçamento já foi gasto ainda me Portugal. Já fui à consulta do viajante e ao médico de família, já tenho o kit de primeiros socorros com alguns medicamentos essenciais. Já fiz o seguro pela World Nomads (o melhor para viajantes independentes). Já tenho as fotos tipo passe e os dólares para os vistos. A lista das coisas para levar também já está feita e comecei a pôr de parte roupa, produtos de higiene e coisas que não me posso esquecer.

 

Preparativos

Preparativos

 

As duas primeiras semanas, como vou estar com a minha irmã e mais 3 companheiros de viagem (Telma, Anita e Pedro) já estão orientadas. Depois quando eles regressarem a Portugal, vou iniciar o trabalho voluntário durante alguns dias numa vila perto de Siem Riep no projeto “Teach how to fish”, que inesperadamente chegou até mim  e eu não hesitei em abraçá-lo de alma e coração. A seguir tenciono ir para o sul do Camboja, depois subir a costa do Vietname, chegar a Hanói, fazer caminhadas em Sapa. Provavelmente apanhar um voo para Luang Prabang, ir até Vienciana e ao sul do Laos… E nos primeiros dias de janeiro voltar a Bangkok, de onde tenho voo de regresso para Portugal.

 

Roteiro sudeste asiático

Roteiro sudeste asiático

 

 

Se vou cumprir este meu roteiro inicial, não sei. Mas tenho a certeza que vou adorar acordar todos os dias num sítio diferente, com novas culturas para descobrir, novas comidas para saborear, novas paisagens para fotografar, novos amigos para partilhar. E uma coisa é certa, vou viver cada dia de forma intensa e como se fosse o último.

Tal como numa dança o que eu gosto mesmo é de fechar os olhos e deixar-me levar. É isso que vou fazer nesta viagem: deixar-me levar ao sabor do vento e ao ritmo do coração, mas aqui de olhos bem abertos (e sem acessórios).

 

 

O Natal é hoje

O Natal é quando o Homem quiser, ou neste caso a mulher. Por isso, eu escolhi que fosse hoje.

Antes de me embrenhar nas florestas da Tailândia, nos templos do Camboja, subir a costa do Vietname e encantar-me com o Laos, fui fazer um passeio familiar pela serra mais alta do Algarve: Monchique.

Rumamos de Albufeira a Monchique por volta das 11h30, sem lugar definido para almoçar, pois o restaurante onde queríamos ir já não aceitou reserva.

Nesta pequena vila, a mais alta do Algarve, existem vários restaurantes muito bons, com os verdadeiros pratos típicos portugueses e petiscos serranos, por isso, pensamos que não seria difícil encontrar um outro à altura.

Restaurante Restaurante E assim foi, ao aproximarmo-nos das Caldas de Monchique ficamos mais atentos aos restaurantes e escolhemos parar no “O Maximino”.

Aposta ganha, porque apesar de ser 12:30 muitas mesas já estavam cheias e outras reservadas. O espaço é simples, mas muito agradável, com mesas e bancos corridos de madeira. Tem uma esplanada grande e um parque de estacionamento amplo.

A ementa é à base de carne de porco e caça, têm pratos do dia e várias especialidades por encomenda. Ninguém fica indiferente aos presuntos pendurados, que são cortados na hora e servidos como entradas.

Têm alguns pratos de peixe, principalmente bacalhau e ensopado de enguias que a esta hora já não havia.

Os vegetarianos, por estas bandas, só se safam com umas omeletes.

Cozido à Portuguesa

Cozido à Portuguesa

Apesar de ser almoço de Natal, não comi bacalhau. Pela primeira vez escolhi “cozido à portuguesa”. Normalmente pico as couves e os enchidos, mas hoje apeteceu-me este prato tipicamente português. As doses foram muito bem servidas, tinham bastantes couves, os enchidos e as carnes eram variados e muito saborosos.

Como não é um prato que costumo comer não tenho termo de comparação, mas segundo os especialistas: “este foi um verdadeiro cozido”.

Tal como numa refeição de Natal, fiquei cheia, mas ainda com espaço para uma gigante e deliciosa torta de claras, que foi umas das melhores que já comi.

Depois deste almoço, o que apetecia fazer? Desmoer.

Logo fizemos o contrário, sentamo-nos no carro e subimos até à Foia, ponto mais alto do Algarve, com 902m de altitude.

Pastor António

Pastor António

Foi aí que conheci o pastor António, que nem gosta muito do que faz. Mas a vida obriga-o a subir até à Foia, pelo menos uma ou duas vezes por mês, para pastar as vacas nestas terras de rochas xistosas e graníticas.

Como a neblina marítima não deixava avistar o oceano Atlântico, e contemplar as fantásticas praias e cidades costeiras do meu Algarve, resolvi entrar, naquele que um dia será o Centro Interpretativo da Foia, e onde decorre uma mostra de produtos regionais feitos por artistas e artesãos de Monchique. Esta mostra é promovida pela associação N´ArteCicus, recentemente formada.

N´ArteCicus

 

Os produtos expostos vão desde as rendas e bordados, artigos vários de cortiça, licores e doces, cerâmicas, bijuteria, produtos de couro, velas, entre outros. Umas belas sugestões de prendas de Natal, contribuindo para o desenvolvimento deste interior tantas vezes esquecido.


De forma a manter a tradição, recebi novas decorações para a minha árvore de natal viajante. Prometi que a montava antes de ir de viagem, como garantia que voltava para a desmontar. Vai ser tudo feito um pouco fora de horas: árvore montada em novembro, desmontada a meio de janeiro. Mas isso não é problema, pois o Natal é quando uma mulher quiser.

De volta a Albufeira, ainda conseguimos apanhar os últimos raios de sol numa esplanada junto ao mar. A infusão quente de frutos do bosque cortou a leve brisa que se fez sentir depois do sol desaparecer.

Este dia de Natal foi diferente. Não foi preciso preparar o bacalhau com broa que tanto gosto. Não comi marisco, nem as lulas cheias da minha avó Emília. Não provei a deliciosa e já famosa tarte de natas da minha mãe. Não passeio o dia em correrias para entregar prendas de última hora. Não lanchei com amigas. Não fui buscar o bolo Rei à pastelaria do pai da Luciana. Não me sentei no sofá da sala, quente pela lareira, a enviar mensagens de Feliz Natal para os amigos mais chegados.

Mas tive um dia de Natal de passeio, junto daqueles que são mais importantes. Porque o Natal é quando uma mulher quiser.

Consulta do viajante

Sempre que se viaja para fora da Europa é aconselhado ir a uma consulta de saúde do viajante. Estas são realizadas por médicos especialistas em doenças infecciosas e em medicina tropical (componente viagens).

Estas consultas são importantes para:

  • Avaliar as condições de saúde do viajante antes da viagem. Pode ser especialmente importante para grávidas, crianças, idosos ou indivíduos com doenças crónicas sob medicação.
  • Aconselhar as medidas preventivas a adoptar antes, durante e depois da viagem. Tais como vacinação, medicação preventiva da malária, informação sobre higiene individual, cuidados a ter com a água e os alimentos, entre outros.
  • Fornecer informações sobre a assistência médica e segurança no país de destino e aconselhamento sobre o kit farmacêutico que se deve levar.
  • Administrar as vacinas necessárias e fazer o respectivo registo no Boletim de Vacinas e no Certificado Internacional de Vacinação.
  • Obter as receitas para os medicamentos eventualmente necessários.
  • Receber assistência médica após o regresso e diagnosticar problemas de saúde possivelmente contraídos durante a viagem.

No Algarve, as consultas realizam-se no Centro de Saúde de Faro e na Unidade de Saúde Pública de Portimão, normalmente à quinta-feira. Como os horários são reduzidos aconselho a marcação, através de email, 2 meses antes da data da partida, de forma a haver tempo suficiente para a toma das vacinas e início dos tratamentos necessários. Tem um custo de 5,00euros.

No email inicial para consulta-viajante@acescentral.min-saude.pt deve-se enviar as seguintes informações para agilizar o processo:

  • Nome:
  • Data de nascimento:
  • Nº utente:
  • Concelho da atual residência:
  • Contacto telefónico :
  • Centro Saúde em que está inscrito:
  • O boletim da vacinação nacional está atualizado?(trazer no dia da consulta)
  • Já tem algum Certificado Internacional de Vacinação ?(trazer no dia da consulta)
  • País para onde vai viajar atualmente:
  • Data da partida:
  • Data da chegada ou tempo de permanência:

No dia da consulta não esquecer de levar o boletim de vacinas, certificado internacional de vacinação e o cartão do cidadão.

Região de Saúde do Algarve

N.º 1 – Centro de Saúde de Faro

Urbanização Graça Mira Lejana de Cima 8009-003 Faro Telefone: 289 830 351 Fax: 289 830 397

Consultas: quinta-feira, das 14 às 16 horas.

Vacinação Internacional,  horário:

  • Segunda-feira, das 14h30 às 17h30
  • Terça-feira, das 09h30 às 12h30
  • Quarta-feira, das 14h30 às 17h30
  • Sexta-feira, das 09h30 às 12h30

N.º 2 – Unidade de Saúde Pública de Portimão

Rua Almirante Pinheiro de Azevedo 8500-556 Portimão

Telefone: 282420160

Consultas: segunda feira das 8h30 às 10h30 e quinta-feira, das 13 às 17 horas.

Marcação prévia, por telefone ou presencial, com um mínimo de quinze dias de antecedência à data da viagem.

Vacinação Internacional: No mesmo horário da consulta

Para mais informações consultar o portal da saúde: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/saude+em+viagem/consulta+de+saude+do+viajante.htm

Marcação consulta do viajante

Coisas de miúdas: a escolha do diário de bordo.

Em todas as minhas viagens levo um caderno para escrever.

Nos primeiros dias consigo fazer uma espécie de diário, com o relato completo da viagem. Nos dias seguintes já só aponto os nomes dos sítios por onde vou passando, situações engraçadas e algumas dicas importantes. No últimos dias, normalmente já estou tão cansada, que nem consigo escrever uma linha. Depois penso: quando voltar para casa vou apontar isto tudo para não me esquecer… e acabo por nunca faze-lo.

Por isso, nesta viagem quero que seja diferente. Quero chegar ao fim e ter um diário de bordo cheio de memórias escritas, rabiscos, cartões e bilhetes de viagens colados.

Para isso, preciso de um caderno giro, prático e leve.

Tenho alguns blocos e cadernos novos, os quais comprei ou me foram oferecidos com o intuito de um dia se tornarem um diário de bordo de uma das minhas viagens.

Mas um, apesar de ser muito giro, é pequeno demais. Outro, é demasiado grande, o que o torna muito pesado para esta viagem, onde todas as gramas contam. Outro tem tamanho perfeito, mas tem linhas e eu quero um com folhas lisas. Outro já está a ser utilizado. E o outro, apesar de ter capa dura, é um bocado sem sal.

A realidade é que não precisava de comprar mais nenhum, pois podia utilizar um destes. Mas não resisti quando vi o caderno do tamanho perfeito, com capa dura, folhas lisas, leve e acima de tudo muito fofinho.

Aqui está o meu diário de bordo da viagem ao Sudeste Asiático 2015:

Digam lá se não fiz a escolha perfeita?

Em modo preparação para a viagem.

A viagem começa muito antes da partida, começa primeiro com o sonho, a ideia de ir para algum lugar. Muitas vezes é um lugar de onde já ouvi outros falarem, já li sobre o que visitar, já vi imagens que aguçaram a minha curiosidade de ir e descobrir por mim.

Em modo preparação para a grande viagem de 2015, vim a lisboa este fim de semana e marquei almoços,  cafés, lanches e jantares com amigos que já tiverem num ou mais países do sudeste asiático. Amigos de longa data como é o caso da Su, companheiros de viagem como é o Nuno, amigos de outras andanças como é o Peter, amigos com experiências de viagem e de vida invejáveis como é a Carla. Nao deixa também de ser uma desculpa ou uma oportunidade para estar com estas pessoas,  digo isto principalmente pela Carla que já não a vejo há mais de dois anos, bem antes de ela decidir e partir para o outro lado do mundo com uma mochila às costas.

Quero saber o que eles recomendam,  quero dicas e conselhos,  quero saber as manhas daqueles povos para não ter experiências desagradáveis,  mas não quero saber tudo, quero ser surpreendida quando lá chegar para depois voltar com a mochila cheia de fotos e histórias para contar.

Depois de ontem almoçar com a Su, jantar com o Nuno, segue-se um dia cheio, com a agenda completamente preenchida até à hora do autocarro de regresso ao Algarve. Tal como eu gosto.

Tarde de domingo em muito boa companhia.

Os primeiros passos da grande viagem

Os primeiros passos da grande viagem iniciaram-se há vários anos, quando o sonho começou a ganhar forma e vontade própria.

Depois de muito pensar e estudar qual a melhor maneira de fazer uma viagem sozinha durante mais do que 3 semanas (o máximo que tinha viajado até então), tomei coragem e pedi no trabalho para ter os dias de férias todos juntos no final do ano. E aqui estou eu, sem férias há mais de um ano porque todos os dias estão bem guardadinhos para o próximo mês de Dezembro.

E porquê Dezembro? Este não foi um mês escolhido ao acaso, Dezembro é o mês com mais feriados, possibilitando uma estadia mais prolongada no outro lado do mundo, onde esta também é a melhor altura para viajar.
Sim, pela primeira vez irei passar o Natal fora de casa. Sim, pela primeira vez irei fazê-lo sozinha. E sim, está a fazer-me alguma confusão. Mas a prioridade sempre foi a viagem: viajar sozinha durante o máximo de tempo.

Serão 5.5 semanas, 41 dias, 984horas.

Para viajantes profissionais isto não é nada, até para mim parece-me insuficiente, mas o meu lado racional diz-me que é o possível, porque quando voltar quero encontrar tudo como deixei.

Hoje dei o importante passo da compra dos voos. Já tinha colocado como meta o final do mês de Agosto para tal missão, sempre à espera que surgisse uma promoção fantástica e hoje isso aconteceu, por isso não hesitei em comprá-los.

Os próximos passos serão estudar os países, o que visitar, onde ficar, traçar um roteiro, ver zonas de trekking e talvez trabalho voluntário. Mas não quero ter datas fixas, quero tentar viajar devagar. Sei que para mim,  isto será quase missão impossível, mas irei lutar internamente contra a minha vontade de ver tudo, fazer tudo, para tentar viver mais cada lugar.

Começou oficialmente a contagem decrescente para a grande viagem: Sudeste Asiático 2015.

Lonely Planet - Southeast Asia

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