Ao ler o artigo “12 books that make you want to travel”, The Telegraph recordei os livros que me inspiraram a viajar.
1 – O Alquimista, Paulo Coelho
Li este livro na minha adolescência, e foi com ele que aprendi a seguir os meus sonhos.
Já não me recordo bem da história, nem das personagens que cruzaram o caminho de Santiago. Um jovem pastor, que decidiu partir à descoberta do tesouro enterrado próximo das pirâmides do Egito, depois de ter o mesmo sonho, repetido por três vezes.
Aquilo que procuramos está sempre mais próximo do que imaginamos, mas para o encontrarmos e valorizarmos, temos de partir à sua procura. Talvez seja por isso que gosto tanto de viajar.
2 – BuenaYork, Gonçalo Gil Mata
Lembro-me de cruzar com este livro, numa tarde de verão de 2008, na livraria da baixa de Faro.
Foi paixão à primeira vista, por ser mais do que uma compilação das crónicas da viagem de Gonçalo Gil Mata, entre Buenos Aires e Nova York. O livro apresenta o planeamento, como foram conseguidos os patrocínios, todos os custos envolvidos, os documentos e cuidados de saúde necessários para uma viagem de mota solitária, durante vários meses.
Foi com este livro que conheci a comunidade couchsurfing. Depois de ler as boas experiências relatadas pelo autor não hesitei em inscrever-me imediatamente.
3- Até onde vais com 1000euros? Carlos Carneiro e Jorge Vassallo
Este livro foi uma grande inspiração, mostrou-me que para viajar não é preciso muito dinheiro, o fundamental é a vontade de ir. E se for ao sabor do vento e sem planos, ainda é melhor.
1000euros foram suficientes para estes dois jovens irem de bicicleta de Lisboa a Dakar. O livro surgiu depois do blog da viagem, onde descreveram as várias aventuras e peripécias, ter ganho o Super Blog Awards de 2008. Hoje em dia são líders Nomad e fazem das viagens a sua profissão.
4 – O mundo é fácil, Aprenda a viajar com Gonçalo Cadilhe
Este livro captou a minha atenção logo pelo título: “O mundo é fácil” – ideal para desmistificar alguns mitos e receios. Depois, ao folheá-lo, adorei o seu grafismo de diário de bordo, com fotos coladas, textos sublinhados, carimbos impressos.
Gonçalo Cadilhe pretende mostrar como o mundo é fácil. Apresenta uma série de constatações pessoais, informações e truques da sua longa experiência de viajante. Aborda os temas essenciais para quem quer aprender mais sobre como viajar, falando dos custos, bagagem, segurança, saúde, transportes ou alojamento.
Enriqueceu ainda o seu livro com os depoimentos de outros viajantes: Miguta Água Silva escreve os seus “Dez Mandamentos” de viajar sozinha, enquanto mulher; Ricardo Bravo dá dicas sobre fotografia; Isa Paiva das Neves fala sobre voluntariado; entre outros.
É um livro de leitura simples, que nos faz sonhar e nos ensina a preparar aquela grande viagem.
5 – O Lado Selvagem, Jon Krakauer
Jon Krakauer, jornalista e alpinista, ficou fascinado pela história de vida e todo o mistério que envolveu a morte de Christopher Johnson McCandless. Por mais de um ano, investigou as circunstâncias estranhas da morte deste recém-licenciado, que depois de doar todo o seu dinheiro a uma associação de caridade, abandonou o carro e embrenhou-se na floresta boreal do Alasca, onde o seu corpo veio a ser descoberto, quatro meses mais tarde, por caçadores de alces.
Neste livro, o autor intercala a surpreendente história de McCandless com as suas próprias experiências, tentando perceber o que leva alguém a querer ter uma vida em natureza, totalmente desprendida do materialismo da sociedade. É um livro que nos faz pensar no que realmente é importante, e como erros inocentes podem ser fatais.
6 – Comer, Orar, Amar,Elizabeth Gilbert
As razões que nos levam a viajar, conhecer novas culturas e as suas gentes, são muitas e variadas.
Neste livro, Elizabeth Gilbert retrata um ano da sua vida, após um relacionamento conturbado e um divórcio infernal. Esta mulher de trinta e poucos anos, rompe com o seu passado de vida estável e carreira de sucesso. Despede-se e parte à busca do prazer de comer em Itália, do seu autoconhecimento na Índia e do novo sentido para a sua vida na Indonésia, onde inesperadamente encontra o amor.
Esta romântica história, contada na primeira pessoa, mostra como a viagem pode ser uma importante ferramenta de autoconhecimento.
7 – A mais alta solidão, João Garcia
Um livro sincero, frontal e emocionante, onde João Garcia relata a sua escalada até ao topo da montanha mais alta do planeta: o Evereste. E todas as consequências e dissabores que surgiram depois da concretização do sonho, porque o mais difícil não é a subida, mas sim ter forças e lucidez durante a descida.
Assusta saber que tudo aconteceu por uma fotografia. Mas ainda é mais aterrador perceber que uma vida humana pode não ser salva, porque alguém pagou para ser levado às costas até ao cume.
Para mim, foi surpreendente conhecer a história deste extraordinário alpinista, que em 1999 tornou-se o primeiro português a atingir o mítico cume (sem a utilização de oxigénio artificial). E que faz parte do restritíssimo grupo de alpinistas, que conseguiu a proeza de escalar as 14 montanhas com mais de 8000m sem o auxílio de oxigénio artificial.
Mais do que um livro sobre viagens, este é um relato de sobrevivência, de força e determinação de um homem extremamente forte, que persegue os seus sonhos. É um livro motivador e inspirador.
8 – Diário das minhas Viagens, Angelina Jolie
É um livro que relata as visitas humanitárias de Angelina Jolie, enquanto Embaixadora da Boa Vontade para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), entre 2001 e 2003.
As figuras públicas só conseguem ser verdadeiramente marcantes quando trabalham em prol de uma causa nobre. Neste livro, Angelina, descreve em forma de diário, as suas viagens e o seu trabalho nos campos de refugiados na Serra Leoa, Tanzânia, Paquistão, Camboja e Equador. Conta como foi difícil encontrar, em standby, milhares de vidas que se amontoam nos campos de refugiados, e como estas experiências lhe mudaram a sua própria vida.
Continua desde então a colaborar com a ACNUR em vários países do mundo, visitando áreas em conflito e chamando a atenção dos governantes e opinião pública sobre os milhões de inocentes que fogem para sobreviver.
9- Fotografia, Luz, Exposição, Composição, Equipamento e Dicas para fotografar em Portugal, Joel Santos
A fotografia é uma das minhas paixões, sendo a fotografia de paisagem uma das minhas preferidas. Com o objetivo de aprender mais sobre o tema, comprei há uns anos este livro do Joel Santos, que considero um manual de excelente qualidade. Explica de forma ilustrativa e de fácil compreensão os conceitos básicos da fotografia, desde as propriedades e características da luz, passando pela exposição, composição, pelos vários equipamentos e os seus acessórios e como tirar melhorar partido destes.
Apresenta fotografias de paisagem extremamente inspiradoras e magníficos retratos captados pelo mundo fora. Mas Joel Santos não esquece a fotografia em Portugal, com o “Guia no Terreno” dá dicas de como atingir um bom resultado fotográfico no nosso país e até mesmo sem sair de casa.
10 – 1001 Maravilhas Naturais, que deveria ver antes de morrer, Michael Bright
Ofereci este livro ao meu pai num Natal, mas a verdade é que ele tem passado a maior parte do tempo na minha casa.
Tal como o título indica, este livro apresenta 1001 maravilhas naturais, que o autor Michael Bright e os seus colaboradores consideram imperdíveis de visitar. O livro está organizado por continente e por país. Como livro generalista, não apresenta muita informação sobre as diferentes maravilhas, mas é um bom ponto de partida para descobrir alguns locais de interesse em determinadas zonas do mundo.
De Portugal destacam apenas o Estuário do Tejo, o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e as Ilhas Berlengas. Enquanto a nossa vizinha Espanha apresenta mais de trinta maravilhas imperdíveis.
Gosto deste tipo de livro não pela informação que têm, mas sim para folheá-lo e orgulhar-me dos locais que já visitei e ter consciência de todo o mundo que falta visitar. Fico tão feliz de ter um checked logo na capa.
11 – O Atlas do Viajante – Europa, Mike Gerrard
Este livro foi uma oferta de uma grande amiga e também ela uma apaixonada por viagens. Quando vi a capa, perguntei logo onde era e disse: “Eu quero ir aqui!”.
Passaram alguns anos, e Vernazza não me saia da cabeça. Em 2014 quando surgiu a possibilidade de ir a Pisa não hesitei e prometi a mim mesma que o ponto alto dessa viagem seria conhecer aquela vila piscatória e percorrer todo o parque de Cinque Terre. E assim foi.
Este livro divide a Europa em 4 zonas, apresentando pontos de interesse variados por países, que vão desde cidades históricas, a festivais culturais ou maravilhas naturais. Por curiosidade, em Portugal sugere o “Douro: as caves do vinho do Porto” e “As Levadas da Madeira”.












Excelentes propostas miúda!!
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