Os livros que me fizeram querer descobrir o mundo

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Ao ler o artigo “12 books that make you want to travel”, The Telegraph recordei os livros que me inspiraram a viajar.

6.1

1 – O Alquimista, Paulo Coelho

 Li este livro na minha adolescência, e foi com ele que aprendi a seguir os meus sonhos.

Já não me recordo bem da história, nem das personagens que cruzaram o caminho de Santiago. Um jovem pastor, que decidiu partir à descoberta do tesouro enterrado próximo das pirâmides do Egito, depois de ter o mesmo sonho, repetido por três vezes.

Aquilo que procuramos está sempre mais próximo do que imaginamos, mas para o encontrarmos e valorizarmos, temos de partir à sua procura. Talvez seja por isso que gosto tanto de viajar.

6.2

2 – BuenaYork, Gonçalo Gil Mata

Lembro-me de cruzar com este livro, numa tarde de verão de 2008, na livraria da baixa de Faro.

Foi paixão à primeira vista, por ser mais do que uma compilação das crónicas da viagem de Gonçalo Gil Mata, entre Buenos Aires e Nova York. O livro apresenta o planeamento, como foram conseguidos os patrocínios, todos os custos envolvidos, os documentos e cuidados de saúde necessários para uma viagem de mota solitária, durante vários meses.

Foi com este livro que conheci a comunidade couchsurfing. Depois de ler as boas experiências relatadas pelo autor não hesitei em inscrever-me imediatamente.

6.3

3- Até onde vais com 1000euros? Carlos Carneiro e Jorge Vassallo

Este livro foi uma grande inspiração, mostrou-me que para viajar não é preciso muito dinheiro, o fundamental é a vontade de ir. E se for ao sabor do vento e sem planos, ainda é melhor.

1000euros foram suficientes para estes dois jovens irem de bicicleta de Lisboa a Dakar. O livro surgiu depois do blog da viagem, onde descreveram as várias aventuras e peripécias, ter ganho o Super Blog Awards de 2008. Hoje em dia são líders Nomad e fazem das viagens a sua profissão.

6.4

4 – O mundo é fácil, Aprenda a viajar com Gonçalo Cadilhe

Este livro captou a minha atenção logo pelo título: “O mundo é fácil” – ideal para desmistificar alguns mitos e receios. Depois, ao folheá-lo, adorei o seu grafismo de diário de bordo, com fotos coladas, textos sublinhados, carimbos impressos.

Gonçalo Cadilhe pretende mostrar como o mundo é fácil. Apresenta uma série de constatações pessoais, informações e truques da sua longa experiência de viajante. Aborda os temas essenciais para quem quer aprender mais sobre como viajar, falando dos custos, bagagem, segurança, saúde, transportes ou alojamento.

Enriqueceu ainda o seu livro com os depoimentos de outros viajantes: Miguta Água Silva escreve os seus “Dez Mandamentos” de viajar sozinha, enquanto mulher; Ricardo Bravo dá dicas sobre fotografia; Isa Paiva das Neves fala sobre voluntariado; entre outros.

É um livro de leitura simples, que nos faz sonhar e nos ensina a preparar aquela grande viagem.

6.5

5 – O Lado Selvagem, Jon Krakauer

Jon Krakauer, jornalista e alpinista, ficou fascinado pela história de vida e todo o mistério que envolveu a morte de Christopher Johnson McCandless. Por mais de um ano, investigou as circunstâncias estranhas da morte deste recém-licenciado, que depois de doar todo o seu dinheiro a uma associação de caridade, abandonou o carro e embrenhou-se na floresta boreal do Alasca, onde o seu corpo veio a ser descoberto, quatro meses mais tarde, por caçadores de alces.

Neste livro, o autor intercala a surpreendente história de McCandless com as suas próprias experiências, tentando perceber o que leva alguém a querer ter uma vida em natureza, totalmente desprendida do materialismo da sociedade. É um livro que nos faz pensar no que realmente é importante, e como erros inocentes podem ser fatais.

6.6

6 – Comer, Orar, Amar,Elizabeth Gilbert

As razões que nos levam a viajar, conhecer novas culturas e as suas gentes, são muitas e variadas.

Neste livro, Elizabeth Gilbert retrata um ano da sua vida, após um relacionamento conturbado e um divórcio infernal. Esta mulher de trinta e poucos anos, rompe com o seu passado de vida estável e carreira de sucesso. Despede-se e parte à busca do prazer de comer em Itália, do seu autoconhecimento na Índia e do novo sentido para a sua vida na Indonésia, onde inesperadamente encontra o amor.

Esta romântica história, contada na primeira pessoa, mostra como a viagem pode ser uma importante ferramenta de autoconhecimento.

6.7

7 – A mais alta solidão, João Garcia

Um livro sincero, frontal e emocionante, onde João Garcia relata a sua escalada até ao topo da montanha mais alta do planeta: o Evereste. E todas as consequências e dissabores que surgiram depois da concretização do sonho, porque o mais difícil não é a subida, mas sim ter forças e lucidez durante a descida.

Assusta saber que tudo aconteceu por uma fotografia. Mas ainda é mais aterrador perceber que uma vida humana pode não ser salva, porque alguém pagou para ser levado às costas até ao cume.

Para mim, foi surpreendente conhecer a história deste extraordinário alpinista, que em 1999 tornou-se o primeiro português a atingir o mítico cume (sem a utilização de oxigénio artificial). E que faz parte do restritíssimo grupo de alpinistas, que conseguiu a proeza de escalar as 14 montanhas com mais de 8000m sem o auxílio de oxigénio artificial.

Mais do que um livro sobre viagens, este é um relato de sobrevivência, de força e determinação de um homem extremamente forte, que persegue os seus sonhos. É um livro motivador e inspirador.

6.8

8 – Diário das minhas Viagens, Angelina Jolie

É um livro que relata as visitas humanitárias de Angelina Jolie, enquanto Embaixadora da Boa Vontade para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), entre 2001 e 2003.

As figuras públicas só conseguem ser verdadeiramente marcantes quando trabalham em prol de uma causa nobre. Neste livro, Angelina, descreve em forma de diário, as suas viagens e o seu trabalho nos campos de refugiados na Serra Leoa, Tanzânia, Paquistão, Camboja e Equador. Conta como foi difícil encontrar, em standby, milhares de vidas que se amontoam nos campos de refugiados, e como estas experiências lhe mudaram a sua própria vida.

Continua desde então a colaborar com a ACNUR em vários países do mundo, visitando áreas em conflito e chamando a atenção dos governantes e opinião pública sobre os milhões de inocentes que fogem para sobreviver.

6.9

9- Fotografia, Luz, Exposição, Composição, Equipamento e Dicas para fotografar em Portugal, Joel Santos

A fotografia é uma das minhas paixões, sendo a fotografia de paisagem uma das minhas preferidas. Com o objetivo de aprender mais sobre o tema, comprei há uns anos este livro do Joel Santos, que considero um manual de excelente qualidade. Explica de forma ilustrativa e de fácil compreensão os conceitos básicos da fotografia, desde as propriedades e características da luz, passando pela exposição, composição, pelos vários equipamentos e os seus acessórios e como tirar melhorar partido destes.

Apresenta fotografias de paisagem extremamente inspiradoras e magníficos retratos captados pelo mundo fora. Mas Joel Santos não esquece a fotografia em Portugal, com o “Guia no Terreno” dá dicas de como atingir um bom resultado fotográfico no nosso país e até mesmo sem sair de casa.

6.10

10 – 1001 Maravilhas Naturais, que deveria ver antes de morrer, Michael Bright

Ofereci este livro ao meu pai num Natal, mas a verdade é que ele tem passado a maior parte do tempo na minha casa.

Tal como o título indica, este livro apresenta 1001 maravilhas naturais, que o autor Michael Bright e os seus colaboradores consideram imperdíveis de visitar. O livro está organizado por continente e por país. Como livro generalista, não apresenta muita informação sobre as diferentes maravilhas, mas é um bom ponto de partida para descobrir alguns locais de interesse em determinadas zonas do mundo.

De Portugal destacam apenas o Estuário do Tejo, o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e as Ilhas Berlengas. Enquanto a nossa vizinha Espanha apresenta mais de trinta maravilhas imperdíveis.

Gosto deste tipo de livro não pela informação que têm, mas sim para folheá-lo e orgulhar-me dos locais que já visitei e ter consciência de todo o mundo que falta visitar. Fico tão feliz de ter um checked logo na capa.

6.11

11 – O Atlas do Viajante – Europa, Mike Gerrard

Este livro foi uma oferta de uma grande amiga e também ela uma apaixonada por viagens. Quando vi a capa, perguntei logo onde era e disse: “Eu quero ir aqui!”.

Passaram alguns anos, e Vernazza não me saia da cabeça. Em 2014 quando surgiu a possibilidade de ir a Pisa não hesitei e prometi a mim mesma que o ponto alto dessa viagem seria conhecer aquela vila piscatória e percorrer todo o parque de Cinque Terre. E assim foi.

Este livro divide a Europa em 4 zonas, apresentando pontos de interesse variados por países, que vão desde cidades históricas, a festivais culturais ou maravilhas naturais. Por curiosidade, em Portugal sugere o “Douro: as caves do vinho do Porto” e “As Levadas da Madeira”.

12 – Todos aqueles que ainda não li, mas quero ler
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Um encontro surpreendente no caminho de Jaca

Um momento que irei para sempre recordar foi quando encontrei à beira da estrada um grupo de monges. Não seria de estranhar se estivesse na Tailândia ou Camboja. Mas este encontro aconteceu no caminho de Pamplona para Jaca, nos Pirenéus Espanhóis. Mais propriamente junto da barragem de Yesa.
A paisagem era estranha, desértica. A certa altura parecia lunar, com cores acinzentadas e cremes. O céu estava melancolicamente nublado. Apenas algumas árvores davam um toque de vida e cor àquela moldura, conjuntamente com o lago esverdeado do fundo do vale. As texturas e cores pastel não combinavam naquela tela e estava a comentar isto mesmo com a Telma (uma das minhas grandes companheiras de viagem), quando surpreendentemente vejo um grupo de monges, sim daqueles de cabeça rapada, vestes longas escuras e chinelos no dedo. Surpresa perguntei: “Aquilo são monges? O que é que eles fazem aqui? Vamos parar? Será que podemos falar com eles?”
Não resistimos, largamos o carro à beira da estrada e lá fomos nós falar com os monges. Primeiro perguntamos se podíamos falar com eles, muito calmamente esboçaram um sorriso e disseram que sim, e ali ficamos nós a conversar e tentar perceber quem eram e qual a razão por ali estarem.
Foi certamente um dos momentos mais surpreendentes e pacificadores da minha vida, eles transmitiam uma paz tão profunda que ainda hoje quando me lembro da situação esboço um sorriso de orelha a orelha de felicidade.
Conversamos com o John e os seus dois amigos vietnamitas, os restantes monges estavam no vale a tomar banho no que pareciam ser as ruínas de umas antigas termas. Disseram-nos que estavam ali a descansar uns dias, que aproveitavam para fazer caminhadas e descontrair, no fundo estavam a ter as férias merecidas, pois o último ano tinha sido muito cansativo com muitas viagens e meditações.
John, que aparentava ter menos de trinta anos, e pinta de surfista, contou-nos que era professor na Austrália, país de origem. Como não estava contente com a sua vida, e queria aprender mais sobre si e os outros, de forma a ajudar a sociedade, decidiu ir viver durante cinco anos para Plum Village em França (http://plumvillage.org/).
O mais importante é que tinha encontrado a felicidade e esta era visível e contagiante, muito calma e tranquila.
Nesta comunidade também vivem mulheres, que na mesma altura estavam a passar umas merecidas férias nos Alpes.
Depois de uma agradável conversa, onde também falamos sobre nós e a nossa viagem, tiramos umas fotos. Ao voltar para o carro, ainda meio atordoadas com aquela situação toda, fizemos um vídeo engraçado.

Há momentos em viagem e na vida tão inesperados que só por isso se tornam inesquecíveis.

Há momentos em viagem e na vida tão inesperados que só por isso se tornam inesquecíveis.

Concertina, mazurka e natas na rua mais movimentada de Coimbra

Era fim da manhã e estávamos no THE WORLD NEEDS NATA, em Coimbra, onde, pela mesma altura do ano anterior, tínhamos comido uns pastéis de nata maravilhosos. Todas as mesas tinham uma frase original e a nossa era: “Baila que é uma maravilha”. Coincidência certeira, pois estávamos ali para o festival passagem de ano da Tradballs.

Por isso, combinamos encontrar-nos novamente nesse café ao segundo dia deste novo ano de 2015, para começarmos o ano em doçura, depois de mais uma longa noite a bailar.

Conversa puxa conversa. Amigo convida amigo que passa. Chega outro e mais outro, e de repente quase que conquistamos toda a esplanada. Depois ouve-se a pergunta para alguém que ainda está de pé: “o que tens às costas? É um instrumento?”. E para espanto de muitos, era uma concertina que saltou de imediato para fora da mala para ser experimentada e tocada pelos aspirantes a músicos.

O som de uma linda mazurka começou a sair daquela elegante caixa de madeira, com teclas brancas e fole cor de vida. Depois de algumas fotografias para registar o momento (com as máquinas dos outros porque a minha ficou propositadamente a descansar), não resisti e lá fui dançar.

Como mulher, tenho o trabalho facilitado, pois na maioria das danças são os homens que mandam, por isso, basta-me abraçar, fechar os olhos e deixar-me levar pela música e pelo corpo que me guia.

A música suave a sair da concertina, que inesperadamente apareceu, a dança no meio da rua mais movimentada de Coimbra num fim de manhã solarengo, a partilha e amizade, tornaram este momento marcante.

E foi simplesmente lindo!

Que bom estar com os velhos amigos, de outras andanças, e os novos que vão surgindo. Alguns estão em terras longínquas durante meses sem fim, mas são estes festivais a desculpa para nos reencontrarmos, partilharmos, dançarmos e tornarmos o simples momento de um café e uma nata (como lá se diz), num momento mágico e inesquecível.

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Fotos: Fátima Monteiro

2014 – um dos melhores anos da minha vida

Digamos que este ano não começou da melhor maneira, senti-me injustiçada, desvalorizada e até pensei em emigrar. Uma coisa estava certa: não queria deixar de viajar, mas não tinha dinheiro para isso… como poderia fazer?

Comecei a olhar à minha volta e a tentar perceber o que poderia mudar para não deixar de fazer as coisas que me davam mais prazer. Pensei em arranjar um part-time, mas se eu já chegava ao fim do dia cansada, como é que conseguiria trabalhar ainda mais horas? A marmita para o trabalho há anos que era um hábito saudável, não tinha nada para vender, não tinha gastos nem gostos exuberantes, até o ginásio já tinha sido trocado por corridas e caminhadas ao ar livre sem custos adicionais…

Partilhar mais boleias? Então e porque não alugar um quarto? Partilhar casa? E com quem? Então surgiu-me a pergunta que mudou o meu ano: Qual a melhor forma de viajar sem sair de casa? E a resposta imediata: Conhecer e fazer parte da viagem de outros, torná-la inesquecível e única. E foi isso que fiz. Durante os últimos meses ganhei muitos amigos, tive experiências fantásticas e ainda viajei (para fora de casa) mais do que alguma vez poderia imaginar. E o mais importante, percebi o que me faz realmente feliz e realizada.

Agora que chego ao fim deste maravilhoso ano de 2014, apercebo-me que trabalhei mais do que alguma vez tinha trabalhado, mas também viajei mais, fiz mais amigos, partilhei mais, corri mais, dancei mais, caminhei mais, subi mais alto, acreditei mais, sorri mais, abracei mais, aprendi mais, no fundo vivi mais e mais feliz.

Agradeço a todos que comigo partilharam viagens, refeições, danças, caminhadas, corridas, saídas, conversas, conhecimentos, fotografias, passeios, cafés, postais, abraços, experiências, boleias… Que me deram guarida, que cozinharam para mim, que me ensinaram algo, que me aconselharam e acreditaram em mim.

Desejo que 2015 seja igual ou melhor que 2014, com muita saúde, amor, paz e sucesso para todos.E claro, muitas viagens, aventuras e novas experiências, nem que seja numa refeição tardia na tasca das Portas de São Pedro, num nascer do sol na ria Formosa, num chá no Mezzanine, num baile nos Artistas ou num passeio pela Vila Adentro.

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Este blog é a concretização de um sonho de 2014, que se realizem muitos mais em 2015 e grandes 🙂

Não consigo dizer não a uma viagem

Cada vez com menos feriados, menos dinheiro na carteira e numa altura propícia a algum consumismo natalício, passar um fim de semana fora de Portugal ainda este ano, era algo que não me passava pela cabeça. Mas não pensei duas vezes, quando há apenas 2 semanas, a minha irmã me convidou para ir a Londres com ela.

Desde o momento inesperado do convite à compra dos bilhetes de avião não passaram mais de 24h. Sim, porque se é para ir, trata-se logo de comprar os voos, antes que estes fiquem mais caros. Depois logo se pensa onde ficar, o que visitar ou o que fazer.

Conheço bem Londres, é provavelmente a cidade que melhor conheço fora de Portugal. Passei um mês primaveril, no verão de 2005, com temperatura amenas e sem chuva por mais de uma semana – motivo de muita felicidade para quem lá vive.

As aulas de inglês terminavam ao início da tarde, por isso tive muito tempo para explorar a cidade. Passei várias horas em cada museu, mas o tempo é sempre pouco para absorver tanta informação. Percorri a passo descansado as ruas, mercados e principais atrações. Descansei, fiz amigos e estudei nos parques enquanto apanhava sol e aproveitava os tempos livres. Fui turista com tempo. E mesmo assim fiquei com a sensação que faltava tanto para ver e fazer. Por isso, voltei em Fevereiro de 2010, para visitar amigos e passar um aniversário diferente.

Londres, impressiona-me sempre pela sua diversidade e riqueza cultural, histórica e étnica. Adoro perder-me pelas suas ruas e enormes parques. Estou curiosa por visitar a cidade nesta época natalícia, que é sempre especial, mas em certos lugares torna-se ainda mais mágica.

Quero ir aos mercadinhos de natal, passar por Covent Garden e Camden Town, deslumbrar-me com as iluminações natalícias e montras de Oxford Street. Mas não tenho roteiros definidos, nem planos concretos. Quero ter uns dias tranquilos, quero beber um chocolate quente, daqueles que nos aquece a alma  e o coração, e reencontrar velhos amigos. E se o frio for tão insuportável e os pés estiverem tão gelados como cubos de gelo, aí sim, entrar num museu para visita-lo mais uma e outra vez enquanto aqueço não só os pés, mas também o cérebro.

E sítio para ficar? Bastaram dois emails e o assunto ficou tratado.
Por isso, para mim é tão fácil viajar!

04/12/14

Pegadas pelo mundo

Pegadas pelo mundo pretende ser um blog de apontamentos e fotografias de viagem.

Uma partilha das minhas pegadas pelo mundo, das aventuras, acontecimentos, aprendizagens, pensamentos, dicas e muitas, muitas fotografias dos locais por onde passo, das pessoas que conheço, dos trilhos que percorro, dos rios que atravesso.

Com apenas 25 dias de férias, não consigo fazer viagens durante grandes temporadas, mas tento aproveitar ao máximo aqueles dias de pura felicidade, liberdade, descoberta e bem-estar.

Estes dias resumem-se a uma semana para o festival Andanças e uma viagem de 2 ou 3 semanas para o outro lado do mundo. Os restantes dias aproveito para viajar pelo nosso Portugal (que adoro), ir a festivais, passar fins-de-semana prolongados em cidades europeias ou a fazer caminhadas algures… Ideias e coisas para fazer não me faltam, só não tenho tempo para faze-las todas.

O sonho? O sonho é fazer uma grande viagem pelo mundo…

E o dinheiro? O dinheiro só é problema para quem não viaja ou tem requisitos de viagem muito elevados. Eu não me importo de dormir no sofá de alguém, de partilhar quarto com mais 5 ou 7 pessoas, de ir ao supermercado para fazer refeições mais baratas (e por vezes mais saudáveis também), de viajar em transportes públicos ou de partilhar boleias.

Hoje em dia é tão fácil viajar. Os voos são inúmeros e baratos, existem opções de alojamento e restauração para todos os gostos, felizmente ou infelizmente temos familiares e amigos um pouco por todo o lado. Para mim é tão fácil viajar. Mas para outras pessoas parece que o simples facto de pensar em ir a algum lado é uma complicação.

O objectivo deste blog é que pelo menos uma dessas pessoas, que pensam que viajar é caro, complicado, dá trabalho. Mude de ideias, saia do sofá e apanhe um avião para qualquer lado.

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